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	<title>LustCraft</title>
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	<description>O lamento da carne.......................... .................................A lascívia do ser O anseio da pele................................... ............................................................ O Viver... O Morrer...</description>
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		<title>Vidas</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 09:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[LustCraft]]></category>
		<category><![CDATA[Heinrich Himmler]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem Germânica]]></category>
		<category><![CDATA[Reencarnação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Edda]]></category>
		<category><![CDATA[Transmigração]]></category>

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		<description><![CDATA[escrito em:18 de Setembro de 2004
Ele vinha subindo as escadas às pressas, eu quase podia senti-lo, enquanto “meu” marido ainda dormia em “nossa” cama. Jamais conseguira ficar calma e creio que nunca seria fácil quebrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right"><em>escrito em:<br />18 de Setembro de 2004</em></p>
<p>Ele vinha subindo as escadas às pressas, eu quase podia senti-lo, enquanto “meu” marido ainda dormia em “nossa” cama. Jamais conseguira ficar calma e creio que nunca seria fácil quebrar a ampola, encher a seringa e injetar&#8230; – Querido? – eu o acordava de longe em um tom falsamente preocupado e verdadeiramente assustado – Acho que há alguém no andar de baixo! – afirmava pouco depois de tentar encostar a porta do banheiro com um dos pés.</p>
<p>Empurrara o êmbolo, afinal, e a droga faria efeito em seguida, mas sempre dispunha de tão pouco tempo!</p>
<p>A porta fora arrombada enquanto um marido cambaleante de sono se levantava para me defender; a mim&#8230; aquela que deveria ser sua esposa.</p>
<p>Pela fresta da porta entreaberta via vagamente o sujeito que entrara, surpreso pelo homem sonolento que tentava impedi-lo e que, segundos depois, levava um tiro, caindo de lado. Mais uma vez – pensava eu enquanto desfalecia – ficava viúva&#8230;</p>
<p style="text-align:right"><strong>13 de Agosto de 1998</strong></p>
<p style="text-align:center">* * *</p>
<p>A cabeça não tanto doía quanto me pregava peças, a cada vez que despertava. Não há tanta diferença mais entre o meu passado e meu futuro. Não fosse o presente eu bem podia ser apenas um conto&#8230; tinta sobre o papel&#8230; ou a alegoria e essência musical destes versos inúteis.</p>
<p>Não era aquela mais minha vida. Embaixo de minha cabeça, naquele momento, resmas e mais resmas de papel e uma enormidade de palavras umas ao lado das outras, umas sobre as outras, quais tijolos em uma construção. Não, não era a outra mais minha vida, entretanto vivia do passado um desespero que cessou ao dormir num dia e acordar em outro.</p>
<p>Poesia infernal que me vinha à cabeça nessa vida, enquanto tentava dela se desvencilhar – e das peças que a mente turva me pregava – ao acordar nesta gente nova que via refletida na placidez da xícara de chá.</p>
<p>– Minha nossa! Que pessoa é essa? – era o que me perguntava ao ver a face do homem de testa alta, nariz comprido, óculos e bigode estreito.</p>
<p>Não me incomodava tanto acordar homem como acordar velho, feio e latino! Pior era ser-se mais do que se é e ter de passar ao largo das coisas sem a singela noção do que são elas e criando poesia o tempo todo na tela da mente que as percebe – Pára!</p>
<p>No princípio era sempre assim, sabia eu, e os pensamentos se inclinavam para os da pessoa no cerne da qual eu acordava. Ao longo do dia a sensação de ser estrangeira passava. Até a aparência e percepções peculiares se davam por vencidas, como ocorre àqueles que acordam de uma noite mal dormida a contra gosto.</p>
<p>Olhava-me no espelho, como sempre, procurando uma semelhança qualquer comigo mesma, um brilho no olhar, um frêmito de existência que, perene, lá estivesse me dizendo que eu era eu&#8230; mas jamais encontrava.</p>
<p>Casara nova, obrigada – muito antes disso tudo – e fizera ao meu marido os cornos que podia sem ninguém sabê-lo. Tanto corneava o pobre que me vinha doída ao leito. Não deixo tanto de servi-lo pelo asco contido quanto pela exaustão do adultério e pelo peso que me faziam os cornos que lhe cultivava à testa.</p>
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		<title>A Noite e as Fábulas</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 06:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[LustCraft]]></category>
		<category><![CDATA[Prostituição]]></category>
		<category><![CDATA[Strigoi]]></category>
		<category><![CDATA[Transmutação]]></category>

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		<description><![CDATA[escrito em:29 de Abril de 1994
Era sua vida, afinal&#8230; jamais deixara que alguém a controlasse. Sua mãe saíra chorando do apartamento que dividia com a amiga&#8230; Não era agradável vê-la daquele jeito, mas não pudera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right"><em>escrito em:<br />29 de Abril de 1994</em></p>
<p>Era sua vida, afinal&#8230; jamais deixara que alguém a controlasse. Sua mãe saíra chorando do apartamento que dividia com a amiga&#8230; Não era agradável vê-la daquele jeito, mas não pudera se conter, fora quase desumana com aquela que não soube dar crédito a própria filha. Nunca a perdoaria por ter se omitido enquanto o padrasto visitava seu quarto toda a noite.</p>
<p><a href="#" onclick="xcollapse('X9616');return false;"><strong>[Clique para Continuar]<br /><em>Este conto não é indicado para menores de 18 anos</em></strong></a><br />
</p>
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<p>&#8230;clichê&#8230; ou natureza humana&#8230; ela não saberia dizer.</p>
<p>“Cê ainda é virgem, menina, se preocupa não&#8230; Não é amor o que fazemos, tô só te currando mesmo” &#8211; era o que ouvia quando a mãe voltava tarde do trabalho. Nem seria preciso que sua mãe dissesse. Descobrira sozinha que não havia monstros, só homens e maldade&#8230;</p>
<p>Preferia, contudo, deixar de lado o passado&#8230; Até que estava bem de vida. Ela e a amiga dividiam um bom apartamento de frente para o mar, e clientes não faltavam. Fora difícil chegar ao topo, mas nesse negócio tudo que era preciso era ser bonita, ser submissa e gostar &#8211; ao menos um pouco &#8211; do que fazia&#8230;</p>
<p>Estava a caminho do motel em seu próprio carro, comprado havia menos de um mês, pensando que, se não fossem os tarados, até que seria fácil. Acabara de receber o telefonema de um cliente novo. Nesses tempos não era tão bom variar&#8230; Costumava guardar os nomes e preferências dos clientes em computador e tudo mais, dando prioridade aos que há muito conhecia. A voz desse último, porém, lhe passara certa segurança.</p>
<p>Era um belo lugar&#8230; de verdade. Não tinha estado lá antes, mesmo porque até os mais sofisticados clientes acreditavam não dever a ela grandes regalias. Sem dúvida um motel e tanto&#8230; lugar para dois carros na garagem do quarto&#8230; Imaginava que o preço do período de doze horas &#8211; agendado pelo cliente &#8211; bem poderia ser maior que seu próprio cachê.</p>
<p>Subira as escadas um pouco intrigada com a ostentação. Felizmente viera com um belo vestidinho preto em plush &#8211; que não chegava a ser chique, mas que fazia as vezes de.</p>
<p>Sorrira de si para si ao pensar que a recepção do motel devia checar se as clientes estavam de saltos altos e meias de seda para liberar a entrada&#8230;</p>
<p>O quarto era belíssimo, o tapete quase tão macio quanto a cama. Não ligou luzes adicionais, contentando-se com a luz indireta deixada acesa pelo cliente que ainda não aparecera. Sabia que alguns deles se sentiam mais seguros daquele modo.</p>
<p>Quando o felino se enroscou em suas pernas quase deu um pulo de onde estava. Arrepiara-se toda logo que se recuperou. Levou as mãos ao belo animal de pelagem rajada em cinza e preto e acariciou-o, levando-o ao colo. Ele pouco lhe deu atenção, contudo, logo saltando de cima dela para correr pelo tapete até a ante-sala que dava para o corredor do motel.</p>
<p>Era uma visão, aquele homem&#8230; que saíra da ante-sala logo que o felino entrou. Alto, largo, as pernas fortes sob o belo corte do robe caro. Não a beijou&#8230; trazia champanhe para ambos numa das mãos e deixou o balde de gelo com a garrafa sobre o criado-mudo. Ela já estava de pé, lúbricos devaneios lhe diziam que seria um daqueles clientes inesquecíveis que, provavelmente, e que jamais a chamaria outra vez.</p>
<p>Sorveu o líquido &#8211; champanhe que nunca provara antes: perfeito, suave&#8230; Ouviram música, dançando e bebendo, dois corpos perfeitos colidindo devagar e gentilmente. Ela soube -&#8221;um dia&#8221; &#8211; que lá ficaria por doze horas, mas não se incomodava se ele a forçasse a ficar lá para sempre. Embriagada mais pela presença que pela bebida, mais por seu toque que pela música, a certa altura arriscou as mãos por entre o robe e o corpo poderoso e imponente&#8230; suas línguas se tocaram&#8230;</p>
<p>Combinava violência, força e ternura, aquele homem, enquanto a penetrava, de pé. Ela as mãos no espelho, debruçada sobre o sofá, os joelhos nas almofadas, os saltos pendentes, as meias presas pela liga. Tomava-o para si por trás &#8211; como mais ela apreciava &#8211; o vestido abatido havia muito, testemunha da força daquilo tudo. Molhada demais&#8230; as mãos dele hora em seu quadril, hora deslizando por suas costas. Ela levava as suas por baixo do próprio corpo, tocando a si e ao parceiro, segurando o membro, incrédula&#8230; a grossura, a força, a demora. Suas mãos voltavam ao espelho, arrebitava-se, gemendo de prazer. Sentia o gozo, finalmente, visitando-lhes no mesmo compasso e ritmo. Precisava tê-lo em si, mas tirou-o e virou de frente, ávida.</p>
<p>Tocava-lhe agora o flanco e as coxas musculosas, de joelhos, o rosto para o membro, os olhos fechados de prazer e a boca entre-aberta, seus lábios procurando-o&#8230; Levou as mãos ao falo, finalmente, uma por baixo, outra ao talo grosso. Enfiou-o na boca sem cerimônia, o volume desconhecido e penoso&#8230; Sentia-o gozar ainda mais &#8211; inequívoca viscosidade &#8211; o sêmen escorrendo pelos lados de seu rosto. Delírio &#8211; prazer na felação não era algo tão comum &#8211; era especial aquele homem, aquele momento. Abriu parcialmente os olhos procurando os dele, notando findo o orgasmo. Algo rubro porém lhe cobria o colo, olhou para si&#8230; em tudo estava a cor&#8230;</p>
<p>Era sangue, “mas de quem”&#8230; E a ignorância subitamente desapareceu quando o amante a suspendeu pelos cabelos, sem dor, só prazer e força&#8230; Tantas histórias, tantas fábulas&#8230; não sabia mais porque diziam às crianças que monstros não existiam&#8230; Ele afundava então as presas em seu colo sorvendo-lhe o fluido vital encarnado, as mãos em sua nuca e nos cabelos, os olhos flamejantes, e ela não sabia o que sentia&#8230; prazer, dor lancinante&#8230; em pouco isso não importaria mais, o corpo, belo&#8230; de rijo à entregue&#8230; balouçante&#8230; e só ele restava&#8230; menos uma amante&#8230;
</p></div>
<p style="text-align:right"><em>escrito em:<br />29 de Abril de 1994</em></p>
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